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Patrocinado : Cultura : Teatro

Máquina de Pinball - Laboratório Conceitual de um Coletivo

Realizar montagem e circulação do espetáculo teatral “Máquina de Pinball”, de Clarah Averbuck, por Belo Horizonte e mais três cidades de Minas Gerais.

   

Apresentação:

      “Máquina de Pinball - Laboratório Conceitual de um Coletivo” - pretende, através de diversas ações, realizar um laboratório conceitual que irá dar continuidade ao trabalho de “O Coletivo”, um agrupamento de artistas que vem se delineando informalmente desde 2005. Esse “aglomerado” reúne artistas com interesses em comum pelas temáticas da pós-modernidade e tem como proposta a discussão de uma nova possibilidade de união de artistas, diferente da que já se experimenta na prática, na maioria dos grupos. Uma reunião de artistas-criadores, que gostam de trabalhar juntos, mas que não querem se obrigar a cumprir uma estrutura formal de agrupamento. Artistas que querem desenvolver diferentes papéis, funções e perfis em diferentes criações, descobrindo novas possibilidades de atuação.
   
    Entre as ações prevista,s destaca-se a montagem e adaptação para teatro do texto “Máquina de Pinball”, da gaúcha Clarah Averbuck, projeto premiado pelo Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2007. Além disso, pretende-se realizar a primeira temporada do espetáculo em Belo Horizonte, com estréia marcada para maio de 2008, no Teatro Francisco Nunes; debates voltados para “O Coletivo” e abertos a gestores culturais, grupos, artistas e produtores; apresentações do espetáculo em três cidades do interior de Minas Gerais e um Ciclo de Palestras de Formação, voltadas para grupos, artistas e gestores culturais em cada uma dessas cidades.

 

O Espetáculo:

“Máquina de Pinball” relata a história da contraditória Camila, alterego da autora Clarah Averbuck, que faz parte da novíssima geração de escritores que utilizam a internet como meio de divulgação de seus textos. Camila é uma jovem de 23 anos, também escritora, descentrada, perdida, viciada em anfetaminas e em baladas, que deixa a família, os gatos e o namorado, para tentar se estabelecer em um minúsculo apartamento em São Paulo, a cidade grande. Logo depois embarca para Londres para assistir ao show dos Strokes, passa pelo Rio de Janeiro e volta novamente para São Paulo. Sua vida parece um video clip, fragmentada, composta por flashes, litros de álcool, cigarros, beijos, vexames, músicas e paixões relâmpagos.
   
“Máquina de Pinball” apresenta uma escrita coloquial, debochada, com questões que fazem parte do dia-a-dia dos jovens. Escrito em primeira pessoa e em formato de diário, tem uma narrativa rápida, qualidade de quem exercitou a ligeira escrita dos blogs. O texto é um debochado tratado sobre desejos, paixões, coragem e sentimentos contraditórios, e acabou se tornando uma referência para parte da juventude atual.

Clarah  Averbuck faz parte de uma leva de jovens que iniciaram a carreira divulgando seus textos através de um blog na Internet. A escritora escreve sem pudor sobre o mundo ao seu redor, retratando a juventude urbana, hedonista e consumista da qual faz parte. Pela facilidade com que trata o que interessa ou atormenta a juventude, através de um texto coloquial, ágil, esperto e repleto de referências, Clarah rapidamente se tornou uma personalidade no meio virtual, e seu blog chegou a ter mais de mil acessos diários.

Justificativa Artística:

O espetáculo procura trabalhar questões universais como solidão, amor, relacionamento e vícios, utilizando elementos do universo contemporâneo, através da experimentação de novas linguagens, como projeções em vídeo, por exemplo. Essa utilização de novas tecnologias em cena busca uma identificação com esta nova geração, o público de 18 a 30 anos.
   
A narrativa é rápida, fragmentada e se assemelha à rapidez da circulação e fluidez de informações que caracterizam a sociedade contemporânea ocidental. O espetáculo é híbrido e os signos que o compõem (imagens, luz e som) estão equilibrados. O processo se baseia em uma das propostas de “O Coletivo”: trabalhar com linguagens distintas de criação, com atores e equipe com formações e linhas diferentes para se buscar um hibridismo de linguagem. A experimentação se dá também na dramaturgia; o texto é construído juntamente com o processo. A referência imagética passa por mídias contemporâneas como a Internet, a TV, e o blog, que são permeadas pelo movimento, pela imagem e pelo som.
   
“Máquina de Pinball” é, portanto, um espetáculo que procura sublinhar questões contemporâneas que, na verdade, fazem parte do universo de todo ser humano. O espectador pode construir diversos sentidos de acordo com a sua vivência. Repleto de referências, desde blogs à Álvaro de Campos, John Fante e Bukowski, o espetáculo retrata a máquina de pinball como uma metáfora da vida.

Justificativa do Projeto:

O termo coletivo não designa apenas um grupo. A palavra ‘grupo’ está contida no conceito de coletivo, mas não resume todos seus atributos. Sem líderes e de hierarquia horizontal, os coletivos são uma maneira consciente de relação participativa voltada para a ação. Esse tipo de formação artística não é, nem de longe, uma novidade, e sempre esteve em voga, sendo uma tradição na história da contracultura e da arte alternativa, mas o advento da Internet e dos meios eletrônicos deu novo gás à prática. Os participantes dos coletivos se integram por afinidades, colaborando conscientemente com suas diferentes especialidades, por uma idéia em comum, sendo cada vez mais multidisciplinares e interdisciplinares, buscando o aperfeiçoamento de novos métodos de colaboração conjunta, reconhecendo e aplicando suas potências.Olhar a arte pelo processo coletivo é ampliar os limites transformadores da linguagem e da experiência, seus campos de atuação e suas intersecções com os outros territórios do conhecimento. A arte, fortalecida no coletivo, pode ter seu potencial amplificado e mais amplamente difundido, já que mais informação, mais conhecimento e mais experiências circulam para uma construção coletiva de realidades. O rótulo coletivo não tem definição mais específica do que um grupo de colaboradores que se unem para realizar algo em conjunto, e é justamente essa dificuldade de classificação que torna a possibilidade uma opção tão viável para os que querem se expressar artisticamente. E é essa idéia que o projeto “Máquina de Pinball – Laboratório Conceitual de um Coletivo” quer espalhar e fazer multiplicar. O coletivo como possibilidade de organização de grupos de artes cênicas, pois acreditamos que a idéia de coletivo surge de uma questão de sobrevivência, já que os artistas têm uma necessidade básica de agrupamento, de realizar trocas, de buscar novas formas de expressão. Além disso, a estrutura enxuta e o investimento coletivo potencializam recursos e idéias, e podem ser uma alternativa bastante viável para grupos do interior do estado, que querem praticar arte, com boas idéias, poucos recursos, mas com ações compartilhadas, já que entre as qualidades do agrupamento coletivo estão a velocidade na produção, a possibilidade de desenvolvimento de especialidades, e de se trabalhar com que se quer, garantindo liberdade artística e financeira para os integrantes do agrupamento.  Ao iniciar o projeto “Máquina de Pinball”, “O Coletivo” vivencia uma etapa importante em seu processo de criação e de continuidade, com vistas ao aprimoramento técnico e artístico, e quer fazer divulgar a possibilidade que tanto tem lhe caiu bem.

Ações Previstas:

- Realização de temporada do espetáculo em Belo Horizonte, nos meses de maio e agosto de 2008, totalizando dezesseis espetáculos;
 
- Realização de um ciclo de atividades de aprimoramento artístico para os integrantes de  “O Coletivo” no primeiro semestre de 2008, aberto também para artistas, grupos artísticos, produtores e gestores culturais;
 
- Realização de um ciclo de debates em cada uma das três cidades do interior de Minas Gerais, com profissionais de renome no cenário artístico-cultural de Belo Horizonte, além de integrantes de “O Coletivo”, que irão relatar sobre a experiência do agrupamento de artistas. Os debates serão voltados para artistas, grupos, produtores e gestores culturais, que irão compartilhar experiências artísticas e técnicas através da discussão de temáticas como gestão de carreiras, empreendedorismo artístico, mercado cultural, trabalho em rede com a cultura e legislação e direito cultural, entendendo que essas questões não estão descoladas do processo artístico;
 
- Duas apresentações do espetáculo em cada uma das três cidades do interior de Minas Gerais, totalizando seis apresentações.

 

Objetivos:

- Realizar montagem e circulação do espetáculo teatral “Máquina de Pinball”, de Clarah Averbuck, em Belo Horizonte e por três cidades do interior de MG, em conjunto com laboratório conceitual de criação de “O Coletivo”;
 
- Realizar um ciclo de atividades de aprimoramento artístico para os integrantes de “O Coletivo” e também aberto para artistas, grupos, produtores e gestores culturais;
 
- Compartilhar experiências artísticas e técnicas através da realização de um ciclo de debates em cada uma das três cidades do interior de Minas Gerais;
 
- Abrir espaço, auxiliar na capacitação e ampliar possibilidades para que artistas atuem em vertentes novas dentro do mercado cultural, descobrindo assim novos talentos para áreas pouco exploradas do fazer cênico;
   
- Promover a experimentação de novas linguagens através da integração de audiovisual, Internet e teatro;
 
- Aproximar o teatro das novas tecnologias, na tentativa de tratar questões universais com elementos contemporâneos, buscando atingir um público jovem e fazê-lo consumir teatro;
 
A Linguagem dos Blogs:

Blog é uma espécie de página pessoal e interativa que tem cara e conteúdo de diário. O termo blog é o diminutivo de webblog que significa “web” - internet  - e “log”, que significa “diário de bordo”. Esses termos foram criados pelo americano Jorn Barger, em 1998 e, desde então, esses “diários eletrônicos” vem proliferando na internet.
 
Os blogs, mais que simples diários pessoais, possibilitam a prática do jornalismo, da escrita e permitem que as opiniões, críticas e idéias de cada blogueiro sejam expostas no mutante mundo virtual. Os blogs, cuja característica principal é a liberdade do autor, funcionam como ferramentas de democratização da informação, seja ela qual for. Ambos funcionam como cartas ou e-mails abertos. É um espaço eletrônico no qual qualquer pessoa pode registrar cronologicamente fatos do cotidiano, assim como dar sua opinião sobre acontecimentos reais ou apenas contar como foi seu dia. Sobrevivem aqueles que têm realmente algo a dizer. Os blogs estão ficando cada vez mais sérios, viraram até disciplina da faculdade de Jornalismo da Universidade de Berkeley, nos EUA. 
 
A linguagem dos blogs será uma referência importante no processo de montagem de “Máquina de Pinball”.  A flexibilidade e rapidez do cenário virtual é assustadora: com apenas alguns cliques é possível fazer uma informação ou imagem correr o mundo. A web já é consolidada como mídia e é um dos principais meios de acesso à informações da atualidade. Através do trabalho artístico em “Máquina de Pinball” procura-se a integração entre a linguagem teatral, a linguagem audiovisual e a linguagem da internet. Esse hibridismo proporcionará uma experimentação artística que apresenta tendências positivas para se aproximar do público, principalmente dos mais jovens. Através do processo de montagem, procura-se promover uma reflexão sobre as relações contemporâneas, a atual visão de mundo da nova geração que vive nas grandes cidades, seus medos e angústias, através de uma aproximação com a linguagem e os meios de comunicação utilizados na atualidade.

Ficha Técnica:

Clarah Averbuck – Autora de texto original
Gil Esper – Diretor
Priscilla D’Agostini – Atriz e Diretora de produção
Isaque Ribeiro – Ator
Rodrigo Fidelis – Ator
Marina Viana – Adaptação
Bruno Peixoto e Marina Vianna - Assistentes de direção
Alexandre Braga e João Castilho – Vídeos para cenário
Gustavo Scarpa – Trilha sonora
Carolina Rausch – Figurinos
Marina Arthuzi e João Dadico – Iluminação
Rafaela Cappai – Produção executiva
Aff! Comunicação e Cultura – Produção
O Coletivo – Realização

 

Acessibilidade:
O público terá acesso ao espetáculo através da aquisição de ingressos a preços populares. A meia-entrada será concedida para estudantes, maiores de 60 anos e jovens menores de 18 anos, que apresentarem respectivas comprovações.  As atividades paralelas serão gratuitas e a participarão se dará através do preenchimento de ficha de inscrição. O público tomará conhecimento dos eventos listados através do plano de mídia, da distribuição de peças gráficas em pontos estratégicos das cidades, e por mídia espontânea, através da contratação de assessoria de imprensa.
 
Público-alvo:
O público-alvo prioritário do projeto “Máquina de Pinball – Laboratório Conceitual de um Coletivo” são os jovens, na faixa-etária entre 18 e 30 anos, mas ele não se restringe a essa faixa-etária, podendo chegar até um público diversificado, oriundo de diversas camadas sociais.  Entre os interessados estão estudantes, artistas amadores e profissionais, gestores e produtores culturais, profissionais liberais, usuários de internet, escritores e blogueiros, jornalistas e interessados em cultura em geral.

Proponentes:


“O Coletivo”

Principais trabalhos:
Teatro:
2006: “Um Céu de Estrelas” (de Fernando Bonassi, dir. Yara de Novaes). Vencedor do Prêmio Funarte-Petrobrás de Teatro 2005
2007: “Cabaré Humor” (de Sérgio Abritta). Vencedor do Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2006
2008: “Máquina de Pinball” (de Clarah Averbuck, dir. Gil Esper) Estréia prevista para maio/2008. Vencedor do Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro 2007
Dança:
2007: “Parcours” (direção Vanilton Lakka)
Vencedor do Prêmio Estímulo às Artes - Palácio das Artes
Vencedor do Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança 2007


“Aff! Comunicação e Cultura”

A Aff! Comunicação e Cultura é uma empresa que tem como objetivo elaborar idéias culturais e criar possibilidades para que sejam realizadas, através da formatação de projetos, planejamento, produção de eventos e espetáculos. Fundada em 2006 pelas atrizes e também profissionais de comunicação Priscilla D´Agostini e Rafaela Cappai, a Aff! Comunicação e Cultura trabalha com artistas, grupos e empresas, no sentido de otimizar suas produções, planejando ações de maneira objetiva e consistente, utilizando o marketing cultural como um mecanismo eficaz para a realização de projetos culturais. Dentre as atividades e os serviços prestados pela Aff! Comunicação e Cultura, destacam-se: criação e formatação de projetos culturais para artistas, grupos e empresas; implementação e gestão de políticas de investimento em cultura para empresas; elaboração de projetos específicos para empresas, grupos, artistas e centros e/ou espaços culturais; gestão e elaboração de programação para espaços e centros culturais; coordenação de produção e produção executiva de espetáculos, eventos e espaços culturais; assessoria de imprensa e planejamento de comunicação para empresas, projetos culturais e curadoria de eventos artístico-culturais.
 
Principais trabalhos:
 - Produção de todos os espetáculos e projetos de “O Coletivo”;
 - Produção dos cursos Desenvolvimento e Gestão Cultural 2007 e 2008;
 - Assessoria de Imprensa do Encontro Mundial de Artes Cênicas 2008 – edição especial 10 anos.

 

Dados Específicos

Categoria: Cultura » Teatro

Localização: MG - Belo Horizonte e mais três cidades de Minas Gerais

Faixa Etária: Adulto

Público Alvo: Entre 5 e 15 Salários Mínimos

Valor da Cota: R$ 50.000,00

Contato

Apelido: aff

Membro desde: 17/10/2007

Perguntas

Nenhuma pergunta foi feita ainda.

   

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